Na Espanha, a editora
Seix Barral acaba de lançar em livro as mais desesperadas e intensas cartas de amor de ninguém menos do que Pablo Neruda. Foram todas endereçadas a Matilde Urrutia, amante do poeta por 27 anos e musa inspiradora de
Os versos do capitão (Bertrand) e
Cem sonetos de amor (L&PM). Durante sete anos os dois mantiveram uma relação clandestina, enquanto Neruda ainda era casado com a artista plástica argentina Delia del Carril. Com o divórcio em 1955, viveram juntos até a morte do poeta, em 1973.
Passados dezenas de anos do falecimento de um autor célebre, muitas vezes resta apenas como opção aos editores, após haver publicado já o último dos manuscritos descartados (
O original de Laura, de Nabokov, é o exemplo mais recente), chafurdar na correspondência pessoal do morto, último desvão de material inédito.
O que não diminui o interesse que tal invasão de privacidade possa trazer aos fãs, críticos, ou mesmo a qualquer um. Para citar apenas um entre mil, no Brasil, foi lançado em 2009 o
Para sempre teu, Caio F. (Record), excelente coletânea de cartas e bilhetes (mas não só), trocados entre Paula Dip e seu amigo íntimo, o escritor Caio Fernando Abreu.
O jornal espanhol
El Cultural disponibilizou
on-line uma seleção das cartas de amor de Pablo Neruda, com imagens das originais acompanhadas da transcrição ao lado.
Veja aqui.
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