Outro "sentido" que encontro no dicionário para "pot-pourri" é "mistura de coisas heterogêneas". Não entendo nada de Química, mas me parece que esse negócio de heterogêneo é coisa de reação, ajude-me por favor quem é do ramo. Também não entendo muito bem de poesia, poema, escrita, literatura, mas de beleza e de engenho, parece que entendo um pouco. E esse pouco é muito, suficientemente enorme para perceber a inteligência de Sônia Regina... aliás, que eu - há algum tempo, já vinha percebendo os poemas "recriados" por ela, e agora confesso que alguns não só me impressionaram muito, como, também, confundiram um pouco. A princípio, levei um susto: que é isso? Que temos aqui? Temos boa poesia, poemas bem construídos, homogêneos, pinçando aqui e ali um verso, para compor o grande poema, não apenas belo, mas puro, retilíneo (isso me parece que é Física), espontâneo, livre... Poeta de mão cheia, essa Sônia Regina? Sim, mas não apenas de mão cheia, mas de cabeça, de peito, de coração, de alma, enfim, cheias. Sônia Regina é poeta de requinte, que possui consciência do que diz e faz, e - com seus escritos, torna-nos felizes, afinal, essa também é uma das "funções" da literatura, não é?. Parabéns e muito obrigado.
Américo Leal · Paragominas (PA) · 24/11/2009 13:23